Igrejinha tem academia pblica para tratar patologias

Mais do que ganho estético e um corpo no 'projeto verão' utilizar a academia frequentemente pode ser uma ferramenta na busca por qualidade de vida. Por este motivo, o Município mantém uma academia básica à disposição da comunidade, com supervisão de profissionais, usando a educação física como parte do tratamento para patologias. O espaço fica localizado na rua Independência, bairro Centro.

Através do reforço muscular, são beneficiados pacientes que possuem doenças como artrose, osteoporose, tendinite, fibromialgia, depressão, hipertensão, desgaste por tempo de serviço, diabetes e patologias diversas relacionadas à coluna vertebral, por exemplo. "Empregamos a Educação Física para recuperação e manutenção de saúde. Assim, através de exercícios funcionais, geramos qualidade de vida e o paciente aprende a lidar melhor com a sua dificuldade, passando a ter mais autonomia e segurança sobre os próprios movimentos", comenta a educadora física responsável pelo projeto, Elaine Rabuske.

Os pacientes chegam até a academia depois de serem acolhidos pela rede básica de saúde do município e a equipe médica (que também inclui psicólogas, nutricionistas e ortopedistas, por exemplo) receitar a prática de exercícios para o bem do tratamento. No espaço, são atendidas 65 pessoas, com práticas de exercícios duas vezes na semana. Eles também contam com a ajuda de seis estagiários de Educação Física, através de uma parceria com a Universidade Feevale, que acompanham e orientam as atividades.

"Este é um trabalho pioneiro na região. Há outras academias públicas, mas nenhum com um foco tão voltado ao combate de patologias e sintomas como a nossa. Aqui o foco é totalmente voltado à promoção de saúde", enfatiza Elaine. Como o tempo máximo de cada paciente na academia é de dois anos, depois eles são encaminhados aos bairros da cidade, onde uma profissional de educação física dá continuidade ao trabalho. Nesta modalidade, são atendidas mais 120 pessoas, totalizando mais de 180 pacientes atendidos simultaneamente pelo serviço.

Quem usa recomenda

"Uso o serviço há dois anos. Me sinto bem melhor e hoje já consigo fazer quase todos os exercícios. Em casa, também melhorou. Faço os serviços domésticos muito mais rápido e até cuido de uma horta!", comenta Jovildes Valério Miola, 66 anos.

"Tenho uma lesão na coluna, então sofro com muitas dores nos pés e joelhos. Já fiz acupuntura, massagem e outros tratamentos. Com eles e academia somados, consigo ter um ganho em qualidade de vida. Meus movimentos melhoraram e as crises estão menos severas. Tive uma melhora evidente", afirma Liani Moser, 53 anos. As duas são atendidas no bairro FIgueira.